Segunda, 19 de novembro de 2018
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Especiais

14/09/2018 ás 20h46

Gilmar Machado

Redentora / RS

SEMA E FEPAM AUTUAM RESPONSÁVEIS POR DESMATAMENTO DE 56 HECTARES DE MATA ATLÂNTICA.
A área degradada é equivalente ao tamanho de 78 campos de futebol.
 SEMA E FEPAM AUTUAM RESPONSÁVEIS POR DESMATAMENTO DE 56 HECTARES DE MATA ATLÂNTICA.
Foto: Fepam/Sema/Divulgação

Uma equipe de fiscalização da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) constatou desmatamento de 56 hectares de Mata Atlântica no Rio Grande do Sul. A área degradada é equivalente ao tamanho de 78 campos de futebol.


As irregularidades foram apuradas pela Operação Mata Atlântica em Pé, coordenada pelo Ministério Público Estadual (MP-RS) e que contou com apoio do Ibama e do Comando Ambiental da Brigada Militar.


Realizada simultaneamente em 15 estados, a operação inédita aconteceu nos dias 11 e 12 de setembro, para combater o desmatamento do bioma.


A operação também contou com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica, que monitorou o desmatamento por meio de imagens via satélite. Nove técnicos da Sema e da Fepam foram a campo confirmar as informações sobre as áreas degradadas.


Foi comprovada a supressão irregular em nove propriedades nos municípios de Encantado, Guaporé, Nova Alvorada, Arvorezinha e Vista Alegre do Prata. Também foram realizadas ações em Bento Gonçalves e Caxias do Sul, onde não foram verificadas irregularidades.


Ao todo, nove proprietários rurais serão autuados por destruição da vegetação nativa. Três consultores ambientais também terão que pagar multa por elaboração de laudo técnico com informações enganosas.


Em relatório preliminar, a Sema e a Fepam estimam que os autos de infração totalizam aproximadamente R$ 650 mil em multas. As áreas desmatadas foram embargadas e os responsáveis deverão promover a reparação do dano ambiental.


Em 2015, a Sema assumiu o compromisso de combater o desmatamento ilegal no bioma. De acordo com a diretora do Departamento de Biodiversidade da Sema, Liana Barbizan, o estado vem realizando diversas iniciativas para enfrentar esse problema. "Temos promovido uma série de capacitações específicas para os municípios integrantes do Bioma Mata Atlântica, com o objetivo de qualificar a gestão florestal e as ações de fiscalização", destaca.


Entre 2016 e 2017, o desmatamento da Mata Atlântida no Rio Grande do Sul teve queda de 18% em relação ao período anterior.


Atualmente, o Rio Grande do Sul ainda possui 13% dos remanescentes florestais da Mata Atlântica. A supressão somente é permitida quando a vegetação está em estágio inicial de crescimento ou em estágio intermediário, com limite de dois hectares para casos de subsistência de pequenos produtores rurais.


De acordo com especialistas, o desmatamento irregular da vegetação nativa provoca desequilíbrio de ecossistemas, perda da biodiversidade, impactos na fauna e flora local e danos em recursos hídricos, entre outros prejuízos ambientais.


Nove técnicos da Sema e da Fepam foram a campo confirmar as informações sobre as áreas degradadas - Foto: Fepam/Sema/Divulgação


FONTE: Texto: Maurício Tomedi/Sema/Fepam Edição: André Malinoski/Secom

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