Quarta, 24 de outubro de 2018
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Saúde

27/08/2018 ás 21h53

Josoel Silvestre

Redentora / RS

Ministério da Saúde recomenda que Corsan faça teste de diagnóstico de toxoplasmose em Santa Maria
Recomendação vale por um ano. Companhia de abastecimento diz que fará convênio com a Universidade Estadual de Londrina para acompanhar as barragens do município.
Ministério da Saúde recomenda que Corsan faça teste de diagnóstico de toxoplasmose em Santa Maria
Trabalho de limpeza de reservatórios de água foi adiantado em uma semana em junho (Foto: Reprodução/RBS TV)

O Ministério da Saúde recomendou que a Corsan faça testes de diagnóstico na água de Santa Maria, Região Central do Rio Grande do Sul, para presença do toxoplasma gondii, protozoário que transmite a toxoplasmose.


É primeira vez que o teste será feito regularmente pela companhia de abastecimento. O motivo é o surto de toxoplasmose na cidade. Já foram confirmados 703 casos, de acordo com o último relatório. Segundo a Vigilância em Saúde do município, o surto estabilizou, mas novos casos continuam chegando às unidades básicas.


"Até então isso não era uma exigência legal, e não é ainda, isso vai ser um trabalho pioneiro no município e que certamente vai servir para uma futura revisão da portaria. Então, por um período de 12 meses, a gente fez um convênio com a Universidade Estadual de Londrina, que vai ajudar nesse acompanhamento junto às barragens", diz o superintendente regional da Corsan, José Epstein.


A coleta da Corsan deve ser feita a cada 15 dias na água da Barragem do DNOS, a cada 30 dias na barragem Saturnino de Brito e a cada 15 dias na Estação de Tratamento de Água. Tudo isso durante um ano.


Cerca de 30% da população de Santa Maria bebe a água da Barragem do DNOS, mas no local são descartados, de forma inadequada, resíduos sólidos e esgoto sanitário.


O Ministério da Saúde apontou ainda a poluição da água com agrotóxicos usados na agricultura e a proximidade de diversas casas às margens das barragens e exigiu da Corsan e da Vigilância em Saúde de Santa Maria mais atenção no tratameto.


"Esse drama que a toxoplasmose nos apresentou implica que a gente faça o monitoramento além do que a legislação prevê. Hoje estão na rua dois técnicos nossos que estão ampliando os pontos de coleta de água de monitoramento", completou o superintendente.


Essas recomendações foram feitas por técnicos do ministério que estiveram na cidade em julho. Eles fiscalizaram toda a rede de abastecimento de água e cobraram medidas mais rigorosas para prevenir doenças transmitidas pela água.


A doença


A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos [onde o parasita se desenvolve] provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplancentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez.


Sintomas


Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:


Febre


Cansaço


Mal-estar


Gânglios inflamados


O período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias quando a causa é a ingestão de carne, e de 5 a 20 dias quando o motivo é o contato com cistos de fezes de gatos.


Prevenção


A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção:


Não ingerir carnes cruas ou malcozidas;


Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente;


Evitar contato com fezes de gato. As gestantes, além de evitar o contato com gatos, devem submeter-se a adequado acompanhamento médico (pré-natal). Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intrauterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes;


Em pessoas com deficiência imunológica a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.


 

FONTE: G1RS

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