Quarta, 15 de agosto de 2018
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Especiais

30/07/2018 ás 21h43 - atualizada em 01/08/2018 ás 08h35

Josoel Silvestre

Redentora / RS

CONHEÇA A JOVEM POR TRÁS DA CAMPANHA DO AGASALHO DE REDENTORA
O perfil no Facebook arrecadou mais de 4000 mil peças de roupas e agasalhos
CONHEÇA A JOVEM POR TRÁS DA CAMPANHA DO AGASALHO DE REDENTORA
Tauana Ottonelli da Rosa, a garota

O inverno está terminando. Os dias já não são tão frios. E nesse ano, a população redentorense teve uma grata surpresa. No Facebook, um perfil denominado "Campanha do Agasalho" foi criado. No início, sem ser muito notado, parecia uma iniciativa que seria destinada ao fracasso. Mas não. Absolutamente não. O perfil cresceu. Começou a ter visibilidade. E com isso o resultado apareceu. E aí veio a pergunta? Quem estava por trás de tudo?


Pois bem. Nessa reportagem especial, exclusiva para o site rdfoco.com, vamos contar a história, que com certeza, será lembrada por muito tempo por nossa comunidade. Quem era a pessoa?


Tauana Ottonelli da Rosa. 18 anos. Uma jovem do interior. Estudante de Ciências Contábeis. Apaixonada por Matemática e fotografia. Filha do "Seu" Sadi da Rosa e da Dona Lúcia Ottonelli. Gremista de coração.


"Em um dia de chuva, eu fui na casa de minha avó, (aqui na cidade) e ela e a minha tia "Xéde" (Ilse da Rosa) começaram a falar de crianças que andavan nas ruas, muitas vezes passando frio. Elas contaram suas histórias do tempo de quando eram pequenas, em que qualquer doação que recebiam era, pra eles, necessitados, considerado muita coisa. Aí eu, que sou muito ligada em rede social, tive a idéia, "porque não criamos no face uma página ou perfil pra arrecadar agasalhos e outras coisas mais?" Eu dei a idéia pra Xéde fazer, mas ela disse que não teria tempo. Então, no outro dia, "deu a louca" em mim, e eu criei", conta Tauana.


Nos começo, segundo ela, foi bem difícil. Praticamente ninguém a conhecia na cidade. Então ela foi até a casa de uma amiga, Sirlei da Rosa, e onde conseguiu a primeira doação. Aí ela postou no face, e durante os três primeiros dias, pensou em parar. Somente no quarto dia começaram a surgir os comentários de populares, apoiando a iniciativa.


A partir daí, tudo mudou. Tinha dias que chegavam a ter mais de dez pessoas mandando mensagem pra ela ir buscar roupas e agasalhos. E Tauana não conhecia ninguém. Ela conta que teve uma grande ajuda da Sandra Eleane, (do SAMU) e da sua Tia Xéde, e também do seu Gentil da Rosa, mas logo na sequência começaram novamente os problemas, pois como todo mundo trabalhava, ela teve que começar ir a pé, buscar as doações. Voltava com sacolas e mais sacolas. 


Uma semana depois, deu o temporal, que destruiu várias residências, principalmente no Bairro São José, então as doações aumentaram, e ela foi armazenando tudo no quarto, que ficou lotado de sacolas cheias de roupas, agasalhos, cobertores e muito mais.


Ela não teve ajuda com custos, carro e gasolina eram tudo por conta dela. Ia no interior buscar doações, sempre com carro particular. Os próprios pais, no início diziam "a Tauana está ficando louca", mas a vontade de ajudar quem precisava, superava as barreiras e dificuldades. 


Tauana conta que não queria que as pessoas soubessem que era ela a idealizadora da Campanha, pois nunca teve a ideia de se promover com isso, mas inevitavelmente não teve como escapar. Os próprios familiares, que ainda não sabiam, começaram a perguntar. E a receptividade das famílias que realizavam as doações só aumentou a partir do momento que ficaram a conhecendo. Aí veio a repercussão, através do Facebook, e a campanha começou a surtir o efeito desejado. 


Ela conta que por ser de família humilde, também já havia ganhado roupas, quando ainda era criança, e por isso a vontade de ajudar o próximo sempre aumentava, Mesmo sendo bastante cansativo, a partir do momento que as doações começaram a surgir em grande número, nunca pensou em desistir.


Segundo uma estimativa dela, foram arrecadadas aproximadamente entre quatro e cinco mil peças de roupas e agasalhos. Não sabe dizer ao certo quantas famílias fora ajudadas, pois em um determinado dia, foi realizado um "mesão" com o material que seria doado, na residência do Seu Gentil, e ela se encontrava no interior, então não sabe detalhar mais a respeito. Mas segundo informações, neste dia foi muito grande a procura. Muita gente foi buscar as doações.


De acordo com ela, nas famílias onde ia entregar as doações, muitas vezes de surpresa, o acolhimento e a receptividade a deixaram muito feliz. Adultos e crianças, todos de uma maneira ou de outra demonstravam o seu contentamento com sua atitude, o que fazia ela cada vez mais pensar em ajudar.


E nem só roupas e agasalhos foram entregues as famílias. Teve casos de geladeira, roupeiro, (para uma família da cidade), colchões e ainda alimentos, que foram destinados a famílias da área indígena.


Os principais bairros em que foram realizadas as doações foram São José e Santa Lúcia aqui na cidade, além do próprio Sítio Cassimiro/Vila Ottonelli, onde a jovem reside e onde o seu pai ia atrás das doações, buscando e entregando para quem precisava. O namorado Vinícius Eduardo também a auxiliou, sempre prestando apoio e incentivo, além dele próprio pegar  o carro e ir buscar as doações, onde quase não sobrava tempo nem pra almoçar, mas mesmo assim nunca desistiu também.


Passada a fase de doações, ficou pra ela a experiência, o crescimento como pessoa, e a satisfação de ver aqueles rostos felizes ao receberem uma peça de roupa ou um cobertor.


Na vida pessoal, muita coisa mudou. População a reconhecendo na rua, cumprimentando nas redes sociais, mas isso não alterou o seu modo de pensar. Ela não se sente superior as outras pessoas por isso. A ação desenvolvida foi única e exclusivamente um sentimento de ajudar quem precisava, sem querer algo em troca.


 Ela ainda tem outro projeto em mente, que seria retirar cachorros de rua, e arrumar-lhes um abrigo. Claro que uma ação desse porte, exigiria mais voluntários, e pessoas interessadas em auxiliar na parte financeira também. 


Essa atitude dessa jovem sonhadora, com certeza não será esquecida por aquelas famílias que receberam uma ajuda, e também não deve ser esquecida pela comunidade, pois fazer  o bem sem receber nada em troca, (além do agradecimento das pessoas ajudadas), é sempre uma ato a ser saudado e lembrado, pois não é todo dia que se vê atitudes assim, sem interesse por trás.


Fica aqui registrado o agradecimento à todos que realizaram doações, para que a campanha pudesse ter sido exitosa.


Veja fotos de doações sendo recebidas e entregues aos necessitados:


 

FONTE: RD Foco/Josoel Silvestre

Clique nas imagens abaixo para ampliar:
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