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SAÚDE
Mortes por Aids caem no Rio Grande do Sul
Em uma década, estado contabilizou 18,1 mil casos de infecção por HIV
Josoel Silvestre Redentora - RS
Postada em 11/07/2018 ás 20h38
Mortes por Aids caem no Rio Grande do Sul

GT Unaids se reuniu pela primeira vez fora de Brasília (Foto: Juliana Baratojo/Palácio Piratini)

Mesmo 35 anos depois de o cientista francês Luc Montagnier isolar o vírus do HIV/Aids pela primeira vez em laboratório, a discussão sobre a doença ainda é muito necessária. Isso inclui as famílias, as escolas, os meios de comunicação, as organizações não governamentais e, claro, o poder público. Com este enfoque, foi realizada nesta quarta-feira (11), a segunda reunião do Grupo de Trabalho da Unaids 2018, com o tema ‘A epidemia e a resposta ao HIV no Rio Grande do Sul’. Pela primeira vez, o encontro ocorreu fora de Brasília, no Distrito Federal.


O GT Unaids (Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids) é um dos braços do Unaids, o programa da ONU que busca soluções para combater a enfermidade no mundo inteiro. Com a colaboração de parceiros globais, nacionais e regionais, a meta é acabar com a epidemia da Aids até 2030.


A diretora da Unaids no Brasil, Georgiana Braga Orillard, falou da importância de compartilhar ações e experiências que estão dando certo. – Essa troca de informações é fundamental para termos mais sucesso e atingirmos nossas metas. O enfoque tem que ser nas populações mais vulneráveis e, especialmente, nos jovens. Temos que falar com eles, na linguagem deles – explicou a diretora da Unaids.


O secretário estadual da Saúde, Francisco Paz, lembrou que o Rio Grande do Sul foi o primeiro estado brasileiro a assinar a Declaração de Paris, em dezembro de 2015. O documento estabelece metas que são conhecidas como 90-90-90, até 2020. Significa que 90% das pessoas que vivem com o HIV façam o teste; que 90% destas estejam em tratamento antirretroviral; e que, destas, 90% tenham carga viral indetectável.


Até o momento, segundo a secretaria estadual da Saúde (SES), o Rio Grande do Sul tem o seguinte balanço: dos 90% pacientes diagnosticados, 66% fizeram o teste. Destes, 72% estão em tratamento antirretroviral. E, destes, 90% tem carga viram indetectável.


Tendência de queda:


Entre janeiro de 2007 e janeiro de 2017, foram notificados 194.217 casos de infecção pelo HIV no Brasil, sendo que 40.275 foram na Região Sul e 18.901 no Rio Grande do Sul. Em relação à mortalidade (com dados de 2016), a média nacional é de 5,2 óbitos para cada 100 mil habitantes. Na Região Sul, são 6,7 óbitos para cada 100 mil habitantes. E, no estado, 9,6 óbitos para cada 100 mil habitantes. O número de mortes ainda é alto, mas há uma tendência de queda: só no Rio Grande do Sul, a taxa de mortalidade caiu 17,2% entre 2006 e 2016.


Para o secretário Francisco Paz, a redução é importante, mas também exige um alerta contínuo: - Não podemos descuidar. Isso inclui a sociedade, os municípios, o governo estadual, o governo federal, enfim, todos. Vários fatores precisam ser combatidos. Precisamos de educação e de mobilização constantes. A descoberta da medicação que reduz a mortalidade não significa que a doença é menos grave. As pessoas não podem descuidar e deixar de se proteger porque existe medicação – disse o titular da SES.

FONTE: SECOM-RS
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