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Região

08/06/2018 ás 18h24

Josoel Silvestre

Redentora / RS

Caso Sandra: 22 testemunhas foram ouvidas
Caso Sandra: 22 testemunhas foram ouvidas
Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

O caso do desaparecimento da contadora de Boa Vista das Missões, Sandra Mara Lovis Trentin teve mais um importante capítulo nesta quinta-feira, 7. Vinte e nove das 40 testemunhas arroladas foram chamadas para audiência de inquirição que ocorreu durante todo o dia, no Fórum de Palmeira das Missões. Nove testemunhas de acusação, citadas pelo Ministério Público e 20 indicadas pela defesa.


No entanto, 22 testemunhas foram ouvidas durante esta primeira audiência. Nove de acusação e 13 de defesa, as demais, arroladas para a data, serão ouvidas por carta precatória em outras comarcas.


Nos depoimentos, as testemunhas foram questionadas, prioritariamente, sobre o comportamento dos réus Paulo Ivan Baptista Landefeld e Ismael Bonetto, durante o registro da ocorrência, período de investigação, na hora dos depoimentos bem como, antes do dia 30 de janeiro, data que Sandra desapareceu, na cidade de Palmeira das Missões. Para o Ministério Público, Sandra foi morta pelo jovem, a mando do marido entre os dias 30 de janeiro e 17 de fevereiro.


Está marcada para o dia 26 de junho a segunda audiência, onde serão ouvidas algumas testemunhas que residem fora ou mais distante de Palmeira das Missões, pelo sistema de videoaudiência. Neste mesmo dia, também depõem testemunhas de Rodeio Bonito e Lages (SC).


Os réus


Bonetto, 22 anos, que está sendo acusado de homicídio, ocultação de cadáver e extorsão, participou da audiência. Ele foi preso em Santa Catarina, em fevereiro, após ter assumido, em depoimento, que teria matado Sandra com dois tiros e ocultado o corpo a pedido do marido, que queria o fim do casamento sem precisar partilhar o patrimônio. Em segunda versão, Bonetto inocentou Landfeldt e afirmou que ouviu falar sobre o caso e procurou o marido a fim de extorqui-lo.


Paulo Ivan Baptista Landefeld, 48 anos, marido da contadora, acusado por homicídio e ocultação de cadáver, pediu dispensa de participar das audiências, e teve a solicitação acatada pelo juiz. Sob cárcere, agora, em Canoas pela falta de cela especial em Palmeira das Missões, Landefeld teria pago R$ 40 mil a outras pessoas não suficientemente identificadas e a Ismael Bonetto para dar fim a vida de Sandra.


Ambos seguem presos preventivamente. A defesa dos réus questiona a consideração somente do primeiro depoimento de Bonetto bem como afirma não haver materialidade ou prova de que Sandra esteja morta, como sugere o MP. O desaparecimento da contadora completou quatro meses na semana passada.

FONTE: Folha do Noroeste

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