Quarta, 17 de outubro de 2018
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Brasil

06/06/2018 ás 15h15

Gilmar Machado

Redentora / RS

Rejeição do plebiscito em outubro não altera projeto de modernização do Estado
Governador Sartori reuniu Coordenação de Governo e a PGE para definir posicionamento do Executivo
Rejeição do plebiscito em outubro não altera projeto de modernização do Estado
Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

Após a decisão da Assembleia Legislação, nessa terça-feira (6) à noite, de impedir que a população decida o futuro das estatais de energia (CEEE, Sulgás e CRM) por meio de plebiscito em outubro, o governador José Ivo Sartori reuniu a Coordenação de Governo e a Procuradoria Geral do Estado (PGE), na manhã desta quarta-feira (6).


O chefe da Casa Civil, Cleber Benvegnú, destacou que a decisão do Parlamento compromete a busca do equilíbrio econômico-financeiro do Estado e o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). "Estamos buscando alternativas para que o Estado não volte a pagar a dívida com a União, que está na faixa de R$ 300 milhões por mês. De onde se tiraria esse dinheiro se, por essa decisão irresponsável de ontem, o Estado tivesse que pagar a dívida com a União? A decisão da Assembleia coloca a liminar que suspendeu o pagamento da dívida em risco, porque impede que o Estado consiga construir o seu equilíbrio fiscal. O Estado não pode voltar a pagar a dívida, sob pena do caos", enfatizou.

Página triste para democracia


"Esta decisão da Assembleia, da oposição e dos aliados de ocasião é uma página triste para a democracia gaúcha ao não permitir que a população seja ouvida sobre a privatização ou federalização dessas empresas. É uma decisão grave, lamentável, antidemocrática e oportunista a que foi tomada ontem", criticou Benvegnú.


Benvegnú: "Decisão compromete equilíbrio econômico-financeiro e Recuperação Fiscal"
Benvegnú: "Decisão compromete equilíbrio econômico-financeiro e Recuperação Fiscal" - Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini


Ele reforçou que "o fato de a oposição e os aliados de ocasião decidirem por não se ouvir a população é muito grave do ponto de vista democrático, porque fere um direito do governo de querer consultar a população sobre o futuro do Estado".

"Ganharam os interesses pessoais, se sobrepondo aos interesses públicos. Ontem, de novo no Rio Grande do Sul, infelizmente, os interesses pessoais venceram. Os grupos de pressão venceram o interesse público. Nós não vamos desistir, vamos continuar lutando. O fato é que, desde o primeiro dia de governo, estamos tentando arrumar a casa e enfrentando interesses pessoais, que estão impedindo que o Rio Grande do Sul avance", acrescentou.


Participaram também da reunião os secretários Cezar Schirmer (Segurança Pública), Ana Pellini (Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Maria Helena Sartori (Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos), Susana Kakuta (Minas e Energia), Idenir Cecchim (Assessoramento Superior do Gabinete do Governador), Isara Marques (Comunicação), o líder do governo na Assembleia, Gabriel Souza, e o procurador ajunto da PGE, Eduardo Cunha da Costa.

FONTE: Secom

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