Quinta, 16 de agosto de 2018
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Brasil

27/01/2018 ás 14h18 - atualizada em 27/01/2018 ás 20h42

Josoel Silvestre

Redentora / RS

Criminosos invadem festa e matam 14 pessoas em Fortaleza
Moradores relatam medo de sair às ruas. Secretário de Segurança Pública diz que caso é 'pontual'. Entre os mortos, sete foram identificados: três homens, duas mulheres e duas adolescentes.
Criminosos invadem festa e matam 14 pessoas em Fortaleza
Um pessoa foi achada morta dentro de um veículo estacionado no local da chacina (Foto: Facebook/Reprodução)

Uma chacina deixou 14 mortos em uma festa no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza, na madrugada deste sábado (27). O número foi confirmado pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social, André Costa.


A informação inicial era de que membros de uma facção criminosa estavam na danceteria "Forró do Gago", próximo à BR-116, por volta da 0h30 (horário local - 1h30, hora de Brasília), quando vários homens armados chegaram em três carros, invadiram o local e dispararam tiros.


O secretário, no entanto, disse que as investigações ainda estão acontecendo e preferiu não atribuir o crime a uma disputa entre facções. Segundo ele, a chacina foi "um caso pontual" e o "Estado não perdeu o controle [do combate ao crime]".


Costa disse que a secretaria está trabalhando para identificar todas as vítimas, investigar a motivação do crime e fazendo buscas por suspeitos.


Entre os 14 mortos, sete pessoas foram identificadas: três homens, duas mulheres e duas adolescentes. Os nomes não foram divulgados.


Outras seis pessoas estão hospitalizadas, duas em estado grave.


Entre os internados no hospital Instituto José Frota (IJF) estão:


um adolescente de 12 anos;
um adolescente de 16 anos;
duas adolescentes de 16 anos;
uma jovem de 19 anos;
um jovem de 24 anos
Marcas de violência
Há marcas de bala nas paredes das casas, no local da festa e nos veículos que estavam estacionados na via. Apesar da chuva, a calçada da casa de forró ainda estava coberta de sangue na manhã deste sábado.


O secretário André Costa afirmou que a polícia está "engajada" no caso e "não há motivo para pânico e temor". Ele negou que há risco de represálias entre as facções. "A polícia está engajada no caso e vamos dar a resposta que a sociedade merece", disse.


"São eventos isolados, que ocorrem no mundo todo, casos com 50 mortes, 60 mortes. São ações planejadas, que em alguns casos, com o trabalho da Inteligência da polícia, nós conseguimos evitar e não são noticiados. Nesse caso, infelizmente, nós não conseguimos evitar."


Em dezembro de 2017, ano em que o Ceará teve um recorde no número de homicídios, o governador do Ceará, Camilo Santana, havia dito que 82% dos homicídios ocorrem em consequência do conflito entre facções que disputam territórios de tráfico de drogas.


Relato de sobrevivente



"Está muito horrível, muito horrível mesmo, muita gente baleada no chão", disse um sobrevivente, em mensagem compartilhada em rede social. A PM confirmou que se trata do texto de uma testemunha que pediu para não ter o nome divulgado.


Algumas testemunhas falam em dezenas de pessoas chegando e atirando, sem dar chance de defesa; outras falam que eram um grupo de 15 bandidos, em três carros, fortemente armados, segundo a Polícia Militar.

FONTE: G1

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