domingo, 24 de março de 2019
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11/03/2019 ás 08h37 - atualizada em 11/03/2019 ás 09h54

Josoel Silvestre

Redentora / RS

Inicia o julgamento do caso Bernardo Boldrini
Sessão começa a partir das 9h30min e júri deverá ouvir 18 testemunhas ao longo desta semana
Inicia o julgamento do caso Bernardo Boldrini
Segurança para o julgamento do Caso Bernardo já está presente | Foto: Mauro Schaefer

Após quase cinco anos da morte de Bernardo Boldrini, o caso está se encaminhando para um desfecho. O julgamento, que indicará se os quatro réus são inocentes ou culpados, começa na manhã desta segunda-feira (11) em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Entres os acusados, estão o pai e a madrasta do menino, Leandro Boldrini e Graciele Ugulini. Respondem também pelo crime os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz.


O julgamento será conduzido pela juíza Sucilene Engler, a partir das 9h30. A previsão é de que o júri dure uma semana.





Leandro, Graciele, Edelvânia e Evandro respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O pai de Bernardo ainda responde por falsidade ideológica.




Por se tratar de um crime doloso, os réus serão julgados pelo Tribunal do Júri. Foram sorteados 25 jurados, mais suplentes, todos moradores da Comarca de Três Passos – que abrange também os municípios de Bom Progresso, Tiradentes do Sul e Esperança do Sul. Na manhã desta segunda, haverá um sorteio para selecionar apenas sete para compor o Conselho de Sentença.




O grupo deverá manter-se incomunicável. Eles só poderão falar com os 15 oficiais de Justiça, que acompanharão os jurados e testemunhas por tempo integral. Eles também não poderão ter acesso a aparelho telefônico, internet, televisão, rádio ou jornal. A desobediência à medida acarreta multa de um a 10 salários mínimos e exclusão da lista geral de jurados.




O processo que apura a morte de Bernardo tem cerca de 9 mil páginas, distribuídas em 44 volumes. Na fase de instrução processual, foram ouvidas 25 testemunhas arroladas pela acusação, 29 indicadas pelas defesas e os quatro réus.




Rito do julgamento





Ao todo, 18 testemunhas prestarão depoimento, sendo cinco ligadas pela acusação, nove pela defesa de Leandro Boldrini e quatro pela defesa de Graciele Ugulini. Os outros réus não indicaram testemunhas. Após o depoimento deles, haverá o interrogatório dos acusados.




Em seguida, começam os debates. O tempo destinado à acusação e à defesa será de duas horas e meia para cada, e de duas horas para a réplica e mais duas para a tréplica.




Na acusação, atuará o promotor de Justiça Bruno Bonamente. Segundo ele, não se tem dúvidas da responsabilização dos quatro envolvidos”.




“A linha sustentada é a mesma linha que foi proposta na denúncia. O pai como mandante, a madrasta como articuladora, sempre com o auxílio do pai, e essa terceira pessoa, a amiga que ela conseguiu em Frederico junto com o irmão dela, para auxiliar nos atos executórios”, afirma o promotor.




O coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal da Segurança Pública do Ministério Público, Luciano Vaccaro, explica que são três crimes denunciados.




“Um dos crimes, a falsidade ideológica, só o Leandro [responde]. Nós temos um crime de homicídio com quatro qualificadoras para o Leandro e a madrasta, e com duas qualificadoras para os demais, os irmãos [Edelvânia e Evandro]”.




Segundo o Tribunal de Justiça, as qualificadoras acrescentadas ao homicídio são: motivo torpe, fútil, com emprego de veneno e mediante dissimulação.




O motivo torpe é devido ao pagamento ou promessa de recompensa. A madrasta teria oferecido dinheiro (R$ 90 mil, tendo antecipado R$ 6 mil) à amiga Edelvânia para que ela a ajudasse a matar o enteado. Outra questão é que, segundo o MP, Leandro e Graciele não queriam partilhar com Bernardo os bens da herança deixada pela mãe dele, morta em 2010.




Conforme o TJ, o motivo fútil é pelo fato do casal considerar o menino um “estorvo no novo núcleo familiar”. E o crime cometido mediante emprego de veneno é em razão da aplicação de superdosagem do medicamento Midazolam, apontado como causa da morte de Bernardo. Segundo o MP, Edelvânia e Graciele teriam adquirido o remédio utilizando receituário azul com timbre e carimbo de Leandro.



 O crime cometido mediante dissimulação, de acordo com o TJ, seria porque Bernardo foi levado por Graciele até Frederico Westphalen, sem saber a real intenção da mulher.“O crime de homicídio qualificado prevê uma pena de 12 a 30 anos, mas tem ainda essas qualificadoras. Esperamos que seja elevada [a pena] e que confirme a realização da justiça e a punição desses criminosos por esse crime grave”, acrescenta Vaccaro.


FONTE: G1 RS

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