Sábado, 23 de março de 2019
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11/01/2019 ás 09h10 - atualizada em 11/01/2019 ás 11h35

NILTON MOREIRA

Redentora / RS

Estrada Iluminada: Como se despedir do cigarro
Coluna de Nilton Moreira
Estrada Iluminada: Como se despedir do cigarro

Uma das conversas que fumante detesta e aquela que envolve parar de fumar. Lembrei que certa ocasião dois amigos comentavam sobre um curso que visava parar com o cigarro, e um disse ao outro: “eu vou, mas só se eu levar bastante cigarro, pois deve dar uma vontade de fumar esse curso!” Pois é assim mesmo, fumante sempre fica colocando motivos para abster-se do vício. 


Existem mil desculpas para não parar de fumar: vou morrer assim mesmo; o cigarro me tira a ansiedade; fumo pouco; só fumo depois das refeições; no ano que vem vou dar um jeito; fumo só quando bebo, e tem aquele que fuma só “o semidão”. A propósito, tinha um amigo meu que só fumava quando bebia. Só que ele fumava um monte e pedia cigarros para os outros que estavam na festa, pois nunca comprava. Este já está no outro plano. Grande amigo!


Mas o vício do tabagismo é um dos piores que podemos enfrentar quando decidimos parar de fumar, pois existe várias substâncias no cigarro, além da temível nicotina.


Hoje já temos situações aliadas a quem deseja parar, pois já não se pode fumar em locais fechados, existindo uma verdadeira perseguição ao tabagista.


Na minha época de jovem, fumava-se em qualquer local. Lembro que não se fumava dentro de cinemas! Diziam que era pra não prejudicar a transmissão do filme, mas em outros ambientes não era proibido. Íamos a um baile e voltávamos com a roupa cheirando a fumaça, além de ficarmos com os dedos amarelos, pois recém estavam chegando os cigarros com filtro.


Mas para quem deseja deixar de fumar é importante existir a determinação em primeiro lugar. Isto é fundamental. Posteriormente temos alguns fatores que podem nos ajudar, que são adesivos, chicletes, medicamentos, palestras com profissionais da área médica e também os grupos de apoio, mas deve estar sempre à frente de tudo nossa vontade forte de abandonar o vício.              


Às vezes um forte desejo em deixar de fumar pode por si só bastar para que enfrentemos o vício, mas temos de estar preparado para conviver com um desejo forte pelo menos uns meses e depois por anos ainda sentir a saudade do tabaco.  


Claro que com o passar do tempo a compulsão diminui a cada dia, mas haverá momentos que nos sentiremos como se estivesse faltando algo que não sabemos, mas passa.


Todos os vícios e o com o cigarro não é diferente, temos ao redor de nós espíritos (pessoas que quando vivas) eram dependentes de cigarro e agora no plano dos desencarnados continuam a ter os mesmos desejos, mas que não tem como pegarem um cigarro para tragar, passando então a sorver as emanações fluídicas de nós encarnados. Por isso também fica aumentada a dificuldade de abandonar o vício, já que não estamos fumando sozinhos.


Acima de tudo temos de fixar nossa fé em Deus, pedindo ajuda para o enfrentamento desse vício tão envolvente, que convive conosco há muito. Devemos nos despedir dele sem mágoas como explica Chico Xavier, nos desvinculando com respeito, pois como disse, tem muita “gente” fumando conosco. Perseverança e fé são as palavras amigos.

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