Terça, 20 de novembro de 2018
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Geral

01/11/2018 ás 17h57

Gilmar Machado

Redentora / RS

DIVULGADA ESTIMATIVA DE PREJUÍZOS A POMARES E LAVOURAS NA SERRA .
Sete das principais espécies frutíferas e olerícolas, como o pessegueiro, foram atingidas
 DIVULGADA ESTIMATIVA DE PREJUÍZOS A POMARES E LAVOURAS NA SERRA .
Foto: Divulgação/Emater-RS

Pomares e lavouras de 12 municípios da Serra foram afetados pelo temporal da madrugada de quarta-feira (31/10). Sete das principais espécies frutíferas e olerícolas (alho, cebola, ameixeira, caquizeiro, pessegueiro, macieira e parreira) foram atingidas, especialmente os parreirais e pessegueirais. Conforme levantamento do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar em Caxias do Sul, aproximadamente 17 mil hectares terão volume de perdas de 250 mil toneladas e prejuízo financeiro direto aos agricultores, que deve chegar a R$ 345 milhões.


Na região, um terço dos parreirais que estavam em fase de florescimento (momento crítico e sensível) foi atingido pelo temporal. Com isso, a safra esperada para 2018/2019, em torno de 790 milhões de quilos, deverá apresentar uma redução de 25%. Além disso, 50% da área de pessegueiros da região, cujas variedades precoces estavam em início de colheita e as demais em crescimento de frutos, terão perdas de 40% na produção - ou seja, serão 19 mil toneladas a menos da fruta.


Os municípios que registram prejuízos são Monte Belo do Sul, Antônio Prado, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Pinto Bandeira, Monte Alegre dos Campos, Nova Roma do Sul, Flores da Cunha, São Marcos, Nova Pádua e Campestre da Serra.


O engenheiro agrônomo da Emater/RS, Enio Ângelo Todeschini, explica que esse fenômeno natural e climático se caracteriza na Serra por um período de ocorrência que vai de meados de outubro a meados de dezembro e ocorre geralmente em pequenas áreas, embora com danos elevados. No entanto, desta vez o fenômeno teve uma abrangência maior (cerca de 120 km em linha reta). "Por isso, terá um impacto expressivo na economia geral da região", afirma.


Todeschini sugere neste momento que os produtores busquem forças para superar o impacto psicológico e, com isso, retornem às áreas afetadas para colocar em prática algumas atividades essenciais para garantir a sobrevivência das plantas e nova brotação. Entre as práticas estão a repoda das plantas, o reforço na adubação nitrogenada e a manutenção dos tratamentos fitossanitários para prevenção de incidência de fitopatias e, consequentemente, perda de área foliar.

FONTE: Texto: Rejane Paludo/Emater-RS Edição: Gonçalo Valduga/Secom

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