Quarta, 19 de dezembro de 2018
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Especiais

08/10/2018 ás 21h39

Gilmar Machado

Redentora / RS

IMIGRANTES VENEZUELANOS COMEÇAM A TER AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA OFERECIDAS PELA UERGS.
A primeira aula ocorreu no dia 5 de outubro, em uma sala da Aldeias SOS, organização que está abrigando os imigrantes em Porto Alegre.
 IMIGRANTES VENEZUELANOS COMEÇAM A TER AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA OFERECIDAS PELA UERGS.
A primeira aula ocorreu em uma sala da Aldeias SOS, em Porto Alegre - Foto: Glauber Cruz/Uergs

Após cruzar a fronteira entre Venezuela e Brasil para fugir da crise econômica e política que atinge seu país, os imigrantes enfrentam um novo desafio em solo brasileiro: a necessidade de aprender a se comunicar para que possam atingir o objetivo de conseguir emprego e melhores condições de vida. Sensibilizados com a situação, um grupo de estudantes e professores do curso de Letras da Uergs decidiu oferecer um curso de Língua Portuguesa que prepare os venezuelanos para situações de comunicação como entrevistas de emprego e consultas, entre outras. A primeira aula ocorreu no dia 5 de outubro, em uma sala da Aldeias SOS, organização que está abrigando os imigrantes em Porto Alegre.

Um dos idealizadores do projeto, o estudante Geraldo Neto conta que a ideia surgiu quando viu um casal de venezuelanos tendo dificuldade para fazer a troca de uma mercadoria em um supermercado, por não saber falar português. “Essa dificuldade de comunicação os isola e tem efeitos no desempenho do trabalho e na busca de serviços”, complementa a professora Magali Menti, coordenadora do projeto na Uergs.

Se para quem oferece as aulas essa é uma oportunidade gratificante, o sentimento de gratidão é ainda mais visível no grupo de venezuelanos formado por adultos e jovens ávidos por se comunicar. “Aqui nós vamos aprender a nos comunicar, nós precisamos entender vocês porque se não entendermos vamos ficar sem trabalho”, disse Miryam Ávila, que veio da Venezuela com um filho, a irmã mais velha, o cunhado e sobrinhos.

Serão dez aulas até dezembro, quando a expectativa é que as famílias já tenham conseguido emprego e moradia, duas condições para que possam permanecer no Brasil. O projeto de extensão da Uergs tem o apoio da Secretaria Municipal do Desenvolvimento e Esporte e da Aldeias SOS.

FONTE: Texto: Daiane de Carvalho Madruga/Ascom Uergs Edição: André Malinoski/Secom

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